Tornar normal<br>o que é especial
As acções de venda do Avante! junto às empresas do Complexo Industrial de Sines são sempre um grande êxito, conta Bruno Martins, da Direcção da Organização Regional do Litoral Alentejano do PCP (DORLA), onde assume, entre outras, a responsabilidade pelo Sector de Empresas. Sempre que se organiza uma acção do género, adianta o dirigente regional do Partido, «vendemos dezenas de avantes à porta destas empresas». Particular impacto têm as vendas realizadas junto à Central Termoeléctrica, à refinaria da Petrogal e à Repsol, onde trabalharão perto de dois mil trabalhadores efectivos e muitos outros com vínculos precários ou a laborar para empresas prestadoras de serviços.
A presença do Partido no complexo industrial de Sines para divulgar o Avante!, longe de ser semanal, não se limita às acções de venda especial decididas pela direcção do Partido. Sempre que os temas do jornal o justifiquem – quer pela importância político-ideológica que assumam como pelo interesse que possam ter para aqueles trabalhadores em concreto – lá estão os comunistas a afirmar o seu jornal. Nos últimos anos, recorda Bruno Martins, realizaram-se vendas especiais aquando dos aniversários do Avante! e do Partido, do 25 de Abril e do 1.º de Maio, de greves gerais ou grandes jornadas de luta e, este ano, do número dedicado aos 40 anos da Constituição da República Portuguesa.
Para lá do que representam para o alargamento da difusão do Avante!, em si mesmo um objectivo prioritário dos comunistas, estas acções têm uma perspectiva mais lata, ao contribuírem para o reforço do Partido a vários níveis. Se difundir o Avante! é, à partida, fazer chegar mais longe as propostas e o Programa do PCP, as vendas especiais no Complexo Industrial de Sines permitem também identificar aqueles trabalhadores (e são muitos) que se encontram mais próximos do Partido e dos seus valores. «Isto abre boas perspectivas para o trabalho futuro no interior da empresa», sublinha Bruno Martins.
Sempre que, entre os difusores, se encontram membros do Partido que trabalham nessas empresas, essas acções de afirmação do Avante!, e o seu êxito, funcionam também como um incentivo suplementar ao prosseguimento da intervenção dos comunistas no complexo industrial visando a dinamização da luta e o reforço da organização e intervenção do Partido.
Instrumento de reforço
A venda do Avante! junto àquelas três grandes empresas é apenas uma das vertentes que assume a intervenção partidária no Complexo Industrial de Sines, onde o Partido é uma presença regular – quer pela existência de militantes que aí trabalham e intervêm quer pelas múltiplas jornadas de distribuição de documentos de campanhas nacionais ou dirigidos especificamente àquele universo laboral.
Na semana passada, militantes do Partido estiveram à porta da refinaria da Petrogal e da Repsol a esclarecer os trabalhadores acerca do Orçamento do Estado para 2017, seus avanços e limitações, e das propostas do Partido na especialidade; no mês de Outubro manifestou a solidariedade aos trabalhadores do consórcio de manutenção da refinaria que estiveram em greve, depois de em Setembro (para não ir mais atrás) terem distribuído um comunicado instando os trabalhadores da Petrogal a prosseguirem a luta em defesa do Acordo de Empresa. «Já nos conhecem», valoriza Bruno Martins.
Apesar de todos estes avanços, o responsável comunista sublinha o muito que há ainda a fazer no complexo industrial, a começar pela criação de pontos de distribuição da imprensa. «Há militantes do Partido e leitores do Avante! nas empresas do complexo, mas compram-no nos concelhos», realça. Centrando a distribuição do jornal no local de trabalho potencia-se o alargamento da venda regular, semanal, a muitos mais trabalhadores, sejam ou não militantes do Partido. Este é um dos objectivos a concretizar assim que for possível, revela Bruno Martins.
Outra prioridade é alargar as fileiras do Partido nas três empresas, a partir daqueles trabalhadores que, nas acções de venda do Avante!, nas jornadas de distribuição de propaganda ou nas lutas travadas, se revelam mais próximos das posições e propostas do PCP. Estas são tarefas quotidianas e sempre inacabadas, que merecem do Sector de Empresas da DORLA a maior atenção.